World of Warcraft: The Burning Crusade

Burning Crusade é uma expansão totalmente focada nos jogadores mais experientes, uma escolha arriscada da Blizzard. BC apresenta um novo continente para os jogadores, Outlands, a terra natal dos Orcs e da temida Burning Legion, os demônios invasores de Warcraft 3. Porém só quem já está no nível 58 pode atravessar o portal. O continente é dividido em 6 regiões de tamanho similar às antigas áreas de WoW. Além das regiões, o nível máximo subiu 10 níveis, do 60 para o 70. Para completar, uma nova raça para cada facção: Blood Elf, que podem ser Paladinos para a Horda; e Draenei, que podem ser Shamans para a Aliança.
A idéia é boa, mas a execução nem tanto. Para motivar os jogadores a jogar a expansão, a Blizzard elevou em muito o nível de poder dos itens. Se antes de BC você precisava passar horas em dungeon para conseguir um item raro de grande poder e ser um dos poucos no mundo com ele, agora uma quest de 10 minutos presenteava o jogador com um item commom melhor. Broxante demais...
BC também trouxe dezenas de novos dungeons, que apesar de divertidos e interessantes de início, são confusos e mal construídos. O rosa de Tempest Keep é uma agressão aos olhos dos jogadores.
Mas talvez o maior problema de BC seja a total falta de foco. A princípio, a explicação para a nova região era a ameaça da Burning Legion de invadir Azeroth novamente, fazendo com que a Aliança e Horda se juntassem para enfrentá-los mais uma vez. Porém, alguém esqueceu de colocar essa guerra no jogo. Tirando algumas quests, você nem percebe que está no mundo da legião e a ameaça de invadir seu reino. Enquanto isso, a Blizzard criou mais quatro PvP no continente entre a Horda e Aliança, que deveriam estar lutando juntos! PvPs tão sem sentido que ninguém nem faz! Isto é, o novo continente é apenas mais do mesmo: quests, dungeons, horda vs aliança...
Nenhum comentário:
Postar um comentário